Cirurgia Vascular · Angiologia
Tratamento de Varizes e Vasos das Pernas em São Paulo e Osasco
O tratamento de varizes e vasos das pernas começa com um diagnóstico correto, não com uma agulha. Reunimos escleroterapia, espuma, laser Nd:YAG transdérmico de última geração, mapeamento vascular por ultrassom Doppler e visualizadores de veia (AccuVein e VeinViewer) num único ambulatório vascular, conduzido por médicos formados pela USP. O objetivo é entender por que os vasos apareceram antes de decidir como tratá-los — é essa etapa que costuma faltar quando um vaso tratado em outro lugar “sempre volta”.
Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre Tratamento de Varizes e Vasos das Pernas em São Paulo e Osasco
- 01 Resumo e introdução ao tema
- 02 Por que os vasos aparecem e por que costumam voltar
- 03 Diagnóstico: mapeamento vascular antes de tratar
- 04 Escleroterapia: como funciona
- 05 Laser Nd:YAG transdérmico
- 06 CLaCS: laser e escleroterapia no mesmo dia
- 07 O que a ciência recente mostra
- 08 Riscos, cuidados e recuperação
- 09 Quanto custa o tratamento
- 10 Perguntas frequentes
- 11 Atendimento
Resumo e introdução ao tema
O tratamento de varizes e vasos das pernas, na prática, combina duas frentes: fechar o vaso visível na pele (com escleroterapia, laser ou os dois) e identificar a causa por trás dele, geralmente uma veia mais profunda alimentando o refluxo. Sem essa segunda etapa, é comum um vaso “secar” e voltar meses depois. Por isso a avaliação começa com exame vascular em pé, ultrassom Doppler e visualização direta dos vasos, antes de decidir a técnica.

Fisiopatologia
Por que os vasos aparecem e por que costumam voltar
Varizes e vasinhos aparecem porque as válvulas dentro das veias, que deveriam empurrar o sangue de volta para cima, passam a deixá-lo refluir. Esse refluxo aumenta a pressão na veia, que dilata e, com o tempo, forma o emaranhado visível na pele: telangiectasias (menores que 2 mm), microvarizes (2 a 5 mm) ou varizes propriamente ditas. Fatores como genética, gravidez, tempo em pé, idade e sedentarismo aumentam o risco, mas a causa mecânica de fundo é sempre o refluxo.
A queixa mais comum de quem já tratou vasos antes em outro lugar é: “sequei os vasos várias vezes e eles sempre voltam”. Isso costuma acontecer quando existe uma veia nutridora — uma veia reticular ou um segmento de veia safena com refluxo — alimentando o vaso tratado por baixo da pele. Fechar só a parte visível, sem identificar essa veia nutridora, deixa a pressão do refluxo livre para recanalizar o vaso que foi esclerosado ou “queimado” a laser.
Entre mulheres com telangiectasias, estudos usados nas diretrizes internacionais mais recentes encontraram refluxo na veia safena magna em 44% dos casos — mas esse refluxo era segmentar (limitado a um trecho da veia) em 73% das vezes, e raramente comprometia a veia inteira. Na prática, isso significa que cada perna pede um mapeamento individual, não um protocolo padrão aplicado igual para todo mundo.
Diagnóstico
Diagnóstico: mapeamento vascular antes de tratar
O diagnóstico do tratamento de varizes começa de pé, como manda a avaliação vascular correta — deitado, as veias colabam e escondem o refluxo. A partir daí, usamos ultrassom Doppler venoso para mapear o sistema superficial e profundo, localizar a veia nutridora e checar se há insuficiência da veia safena por trás do que aparece na pele.
Como apoio visual, contamos com o AccuVein e o Vein Finder — visualizadores de vasos não invasivos que projetam o trajeto das veias sobre a pele em tempo real, ajudando a guiar a aplicação com mais precisão do que “a olho nu”. As diretrizes conjuntas mais recentes da Society for Vascular Surgery, American Venous Forum e American Vein and Lymphatic Society recomendam justamente essa avaliação com ultrassom duplex antes da escleroterapia em pacientes com telangiectasias e veias reticulares sintomáticas — não só para decidir a técnica, mas para investigar a causa de uma eventual recidiva.
O ambulatório vascular funciona na Unidade Osasco e foi estruturado ao longo de anos sob a consultoria do Dr. Rodrigo Kikuchi, cirurgião vascular formado pela USP, hoje dedicado ao treinamento de médicos em todo o Brasil. O atendimento atual é conduzido pela Dra. Camila Oba (CRM-SP 122.113), prima e sócia do Dr. Kikuchi, graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, com residência em Cirurgia Geral e Vascular no Hospital das Clínicas da USP e especialização em Cirurgia Vascular e Endovascular. Ela mantém o mesmo protocolo de técnica combinada: ultrassom Doppler, escleroterapia, espuma esclerosante e laser transdérmico de última geração.
Se você procura um especialista em tratamento de varizes em São Paulo, conheça melhor a equipe e o método do ambulatório vascular.
Quer entender por que seus vasos voltaram nas tentativas anteriores? Fale agora com nossa equipe e agende uma avaliação com mapeamento vascular.
Escleroterapia
Escleroterapia: como funciona
A escleroterapia consiste em injetar, com microagulhas, uma substância que irrita a parede do vaso até ele se contrair e fechar. O sangue deixa de circular por ali, o vaso é reabsorvido pelo organismo ao longo de semanas e novas telangiectasias deixam de se formar no mesmo ponto. Pode ser necessário repetir a aplicação de uma a seis vezes até o desaparecimento de cerca de 80% a 90% das lesões.
Usamos diferentes agentes esclerosantes conforme o calibre do vaso e a resposta esperada: glicose hipertônica (50% a 75%), espuma esclerosante, polidocanol, oleato de etanolamina e crioescleroterapia (esclerosante resfriado, que aumenta a eficácia e reduz desconforto). Um ensaio clínico triplo-cego de referência mostrou que a combinação de polidocanol com glicose hipertônica foi significativamente mais eficaz do que a glicose isolada (82,2% contra 63,9% de sucesso), com hiperpigmentação residual durando menos tempo no grupo que recebeu polidocanol.
Uma revisão sistemática de 2023 sobre intervenções para telangiectasias e veias reticulares de perna reforça esse padrão: escleroterapia com espuma ou polidocanol tende a durar mais do que glicose isolada, mas às custas de mais complicações cutâneas — um dos motivos pelos quais a escolha do agente é sempre discutida caso a caso, não escolhida por padrão.
Para se aprofundar só nessa técnica, veja a página dedicada à escleroterapia para varizes e vasinhos.
Laser vascular
Laser Nd:YAG transdérmico: quando é a melhor indicação
O laser Nd:YAG 1064 nm de pulso longo age de fora da pele, aquecendo seletivamente a hemoglobina dentro do vaso até destruí-lo, sem precisar de agulha. Uma revisão sistemática recente, reunindo 26 estudos e quase 2 mil pacientes, concluiu que esse laser é seguro e eficaz para vasos de até 3 mm, com resultados estéticos bons a excelentes e poucos efeitos colaterais.
A escolha entre laser e escleroterapia depende principalmente do calibre do vaso. Um estudo comparativo perna-contra-perna com 285 pacientes mostrou que o Nd:YAG é claramente superior em vasos muito finos: em telangiectasias menores que 1 mm, teve 95% de resultados bons a ótimos, contra 59% da solução salina hipertônica e um desempenho também superior ao polidocanol isolado. Já em vasos acima de 1 mm, a escleroterapia com polidocanol levou uma pequena vantagem. Na prática, isso confirma a lógica que aplicamos na avaliação: laser para os vasos mais finos e capilares, escleroterapia para vasos reticulares e de calibre maior.
As indicações do laser estão detalhadas na página sobre laser para vasinhos e varizes.
Técnica combinada
CLaCS: laser e escleroterapia no mesmo dia
Boa parte dos pacientes se beneficia de combinar as duas técnicas na mesma sessão — abordagem conhecida como CLaCS (Cryo-Laser e Cryo-Escleroterapia), que aplicamos rotineiramente: primeiro o laser Nd:YAG guiado por ultrassom e AccuVein, depois, quando necessário, a injeção do esclerosante escolhido para aquele vaso. Um ensaio clínico triplo-cego de 2023 comparando os dois esclerosantes mais usados nessa combinação (dextrose 75% e polidocanol diluído) mostrou eliminação eficaz dos vasos em ambos os grupos, com baixas taxas de pigmentação e equimose, sem diferença estatística relevante entre os dois agentes.
Também explica por que muitas vezes tratamos tudo no mesmo dia, sem sessões espaçadas por semanas: reduz o número de idas à clínica e permite reavaliar a resposta do conjunto de vasos de uma vez.
Já tentou tratar vasos antes e eles voltaram? Fale agora com nossa equipe sobre a técnica combinada CLaCS.
Evidência recente
O que a ciência recente mostra sobre combinar laser e escleroterapia
Um caso publicado em 2024 na JVS-Vascular Science descreveu o uso de espuma de polidocanol seguida imediatamente pelo laser Nd:YAG no mesmo vaso, permitindo tratar veias de até 5 mm com resolução completa confirmada por ultrassom em 120 dias e menos complicações do que a escleroterapia isolada. É um sinal de que a sequência “esclerosante primeiro, laser em seguida” pode ampliar o alcance do tratamento não invasivo para vasos maiores do que o laser sozinho conseguiria tratar bem.
Isso não substitui a avaliação individual: o próprio estudo é um relato de caso, não um ensaio clínico amplo, e a decisão sobre combinar técnicas continua dependendo do mapeamento vascular de cada paciente. A leitura correta para quem pesquisa tratamento de varizes é que a tecnologia evoluiu para reduzir sessões e complicações, mas não elimina a necessidade de diagnóstico antes de tratar.
Segurança
Riscos, cuidados e recuperação
Escleroterapia e laser para vasos de perna são procedimentos seguros quando bem indicados, mas nenhum procedimento médico é isento de riscos. A complicação mais comum, documentada em revisões sistemáticas recentes, é a hiperpigmentação residual — manchas escurecidas no local tratado. A incidência varia com a concentração do esclerosante usado: entre 2% e 25% com polidocanol em baixa concentração, podendo chegar a 73% em concentrações mais altas usadas para veias maiores. A boa notícia é que a resolução costuma ser espontânea: cerca de 70% dos casos clareiam em até 6 meses e praticamente todos (99%) em até 1 ano.

Quando a hiperpigmentação não resolve sozinha, a própria literatura descreve uma opção de resgate: o laser Nd:YAG Q-switched 1064 nm, que age sobre a hemossiderina (pigmento do sangue) depositada na pele, e não sobre a melanina. No caso publicado abaixo, a pigmentação persistente foi resolvida após 4 a 5 sessões desse laser de resgate.

Para reduzir o risco de complicações e favorecer o resultado, algumas orientações práticas: evitar anti-inflamatórios como ácido acetilsalicílico na semana anterior ao procedimento; não aplicar cremes nem depilar a área imediatamente antes ou depois da sessão; caminhar por cerca de 30 minutos logo após a aplicação; manter o curativo compressivo por ao menos duas horas; usar meia de compressão diariamente conforme orientação médica; e evitar exposição solar direta na área tratada até o clareamento completo.
Investimento
Quanto custa o tratamento de varizes
O valor do tratamento de varizes depende da técnica, do número de vasos, da quantidade de sessões e dos exames necessários — por isso não é possível fechar um valor por telefone ou sem avaliação prévia. Como referência, sessões que incluem consulta, ultrassom Doppler, mapeamento com AccuVein ou VeinViewer e a aplicação (laser, escleroterapia ou os dois) costumam ficar entre R$ 600 e R$ 1.000, valor confirmado e detalhado na consulta com a equipe, nunca usado como chamariz.
Vale comparar o racional dessa proposta com a lógica da cirurgia de varizes: a cirurgia tende a ser indicada para veias de maior calibre com insuficiência importante da safena, enquanto escleroterapia, laser e CLaCS resolvem a maior parte dos casos de vasinhos e microvarizes sem cortes nem afastamento do trabalho. A decisão entre as abordagens é sempre conversada com o paciente depois do mapeamento vascular, nunca definida antes dele.
Corpo
Outros tratamentos corporais da clínica
O tratamento de varizes faz parte do conjunto de procedimentos corporais oferecidos pela clínica. Para quem busca também contorno e definição, temos um guia completo sobre harmonização corporal.
Já para quem procura procedimentos na região glútea, vale conhecer a página sobre harmonização glútea.
Para aprofundar o tema, a Clínica Wulkan mantém um guia completo sobre tratamento de varizes e vasinhos, com as mesmas técnicas combinadas que aplicamos aqui.
Na prática do dia a dia, a Clínica Wulkan detalha a secagem de vasinhos em Osasco, unidade onde o ambulatório vascular é sediado.
Dúvidas
Perguntas frequentes
O que causa varizes e vasos nas pernas?
Varizes e vasos aparecem quando as válvulas das veias deixam de funcionar bem e o sangue reflui em vez de seguir para cima, aumentando a pressão e dilatando a veia. Genética, gravidez, tempo em pé parado e idade aumentam o risco, mas a causa mecânica de fundo é sempre esse refluxo.
Na prática, o que muda de caso para caso é o calibre e a profundidade do que apareceu. Telangiectasias — os vasinhos vermelhos ou arroxeados mais finos, abaixo de 1 mm — ficam praticamente na superfície da pele. As veias reticulares, azuladas e um pouco mais grossas, correm logo abaixo e muitas vezes são justamente as que alimentam os vasinhos visíveis. Já as varizes propriamente ditas, tortuosas e salientes, envolvem veias de maior calibre. Essas três coisas costumam conviver na mesma perna e não respondem à mesma técnica.
É por isso que a avaliação começa pelo mapeamento com ultrassom Doppler, e não pelo que se vê no espelho: o exame mostra se existe refluxo na safena ou em veias reticulares alimentando a região e define a ordem do tratamento. Fatores como gestação, variações hormonais, ganho de peso, muitas horas em pé ou sentada e histórico familiar ajudam a explicar por que os vasos apareceram e por que podem voltar a aparecer, mas nenhum deles substitui o exame na hora de decidir a conduta.
Qual a diferença entre laser e escleroterapia no tratamento de varizes?
O laser Nd:YAG age de fora da pele e costuma ser mais indicado para vasos muito finos, abaixo de 1 mm. A escleroterapia usa injeção de um agente esclerosante e tende a funcionar melhor em vasos de calibre um pouco maior. Em muitos casos, combinamos as duas técnicas na mesma sessão (CLaCS).
A lógica da combinação é simples: são mecanismos diferentes. A escleroterapia age de dentro do vaso, com um agente que irrita a parede e leva ao fechamento; o laser transdérmico age de fora, aquecendo a hemoglobina dentro do vaso sem furar a pele. Vaso muito fino costuma ser difícil de puncionar com agulha, e vaso mais calibroso raramente responde bem só ao calor de fora. No protocolo CLaCS, o resfriamento da pele entra como terceiro elemento, tanto para conforto quanto para proteger a superfície durante o disparo.
O que define a proporção entre as duas técnicas em cada sessão é o mapeamento, não uma preferência fixa. Uma perna com muitas veias reticulares alimentando os vasinhos tende a exigir mais escleroterapia; outra com capilares finíssimos e resistentes à agulha tende a exigir mais laser. E vale a ressalva: nenhuma das duas resolve o refluxo de uma safena insuficiente, que é um problema de outro nível e precisa ser identificado antes, sob pena de tratar a superfície e ver o quadro se repetir.
Por que os vasinhos tratados às vezes voltam?
Geralmente porque existe uma veia nutridora — um segmento de veia reticular ou da safena com refluxo — alimentando o vaso por baixo da pele. Tratar só a parte visível sem mapear essa veia com ultrassom Doppler deixa a pressão do refluxo livre para recanalizar o vaso tratado.
Existe ainda um segundo fenômeno, diferente da recidiva, que costuma ser confundido com ela: o matting, o aparecimento de uma rede de capilares muito finos e avermelhados ao redor da área tratada. Ele pode surgir semanas depois da sessão, é mais frequente em quem tem pele clara e em algumas regiões da coxa, e na maioria dos casos regride ao longo dos meses. Não é sinal de que o tratamento deu errado, e sim uma resposta local que pede acompanhamento e, às vezes, uma abordagem específica.
Também é honesto separar duas coisas: o vaso que foi tratado e fechou tende a não voltar, mas a predisposição que o produziu continua ali. Genética, alterações hormonais, gestações e rotina em pé seguem favorecendo o surgimento de vasos novos em outros pontos da perna. Por isso o tratamento de vasos nas pernas costuma ser pensado como um ciclo inicial mais intenso seguido de reavaliações periódicas, e não como um evento único — o que se planeja na consulta é justamente esse intervalo de acompanhamento.
O tratamento de varizes dói?
O desconforto costuma ser mínimo e passa logo após a sessão. A escleroterapia envolve picadas finas de agulha; o laser pode gerar uma sensação de calor rápida. Recursos como crioterapia ajudam a reduzir ainda mais o desconforto durante a aplicação.
O que mais influencia o desconforto é a região, mais do que a técnica. Tornozelo, dorso do pé e face interna da coxa costumam ser mais sensíveis; a lateral da coxa e a panturrilha, bem menos. A quantidade de vasos tratados na mesma sessão também pesa, e é um dos motivos para dividir o trabalho em várias sessões em pernas com muitas lesões, em vez de tentar resolver tudo de uma vez.
Depois da sessão, o mais comum é uma sensação de ardência ou de queimadura leve nas primeiras horas, às vezes com pontos endurecidos ao toque ao longo do trajeto dos vasos tratados, que amolecem nas semanas seguintes. Cãibras leves e coceira também podem aparecer. Nada disso costuma impedir a rotina, mas dor forte, aumento de volume ou vermelhidão que piora precisam ser comunicados à equipe, porque saem do esperado e merecem reavaliação.
Preciso ficar de repouso depois do procedimento?
Não. O método permite retorno quase imediato às atividades de rotina, com exceção de exercícios físicos intensos, liberados cerca de 24 horas depois. Caminhar logo após a sessão, aliás, é recomendado.
O que normalmente entra na orientação, em vez de repouso, é a meia de compressão pelo período combinado, caminhadas ao longo do dia e cuidado com calor e sol na área tratada nas primeiras semanas — sauna, banho muito quente, depilação com cera quente e exposição solar sem proteção favorecem a hiperpigmentação, que é a marca escura temporária que pode surgir sobre o trajeto do vaso tratado.
Esse conjunto varia conforme a técnica usada, a extensão tratada e a sua rotina: quem passa o dia sentado num voo longo logo depois da sessão recebe orientação diferente de quem trabalha em pé. Por isso a lista de cuidados é entregue individualmente no dia, e vale mais seguir aquela do que uma regra geral encontrada na internet.
Toda varize precisa de cirurgia?
Não. A maioria dos vasinhos, telangiectasias e microvarizes responde bem a escleroterapia, laser ou à combinação dos dois. A indicação cirúrgica costuma ficar reservada para veias de maior calibre com insuficiência importante da safena, avaliada caso a caso no mapeamento vascular.
Vale acrescentar que hoje o cenário não é mais uma escolha entre injeção e cirurgia aberta. Quando o mapeamento mostra insuficiência de safena, existem alternativas minimamente invasivas — ablação por técnicas térmicas, espuma guiada por ultrassom — que tratam o refluxo sem a cirurgia convencional de retirada da veia, com recuperação diferente. Qual delas se aplica depende do calibre, do trajeto e do grau de refluxo encontrados no exame.
O ponto prático é a ordem: tratar a fonte do refluxo antes de trabalhar a superfície tende a fazer mais sentido do que o inverso, porque a pressão que alimenta os vasinhos vem de cima. É essa sequência que se define no mapeamento vascular, caso a caso, e é também o que explica por que duas pessoas com pernas parecidas podem receber indicações bem diferentes.
Quem realiza o tratamento de varizes na clínica?
O ambulatório vascular foi estruturado sob a consultoria do Dr. Rodrigo Kikuchi, cirurgião vascular hoje dedicado ao treinamento de médicos pelo Brasil, e o atendimento atual fica a cargo da Dra. Camila Oba (CRM-SP 122.113), cirurgiã vascular e endovascular com residência no Hospital das Clínicas da USP, que segue o protocolo de técnica combinada — ultrassom Doppler, escleroterapia, espuma e laser transdérmico de última geração.
Na prática, isso significa que o mapeamento com ultrassom Doppler é feito dentro da própria avaliação, pela médica que vai tratar — e não como exame separado trazido de fora. O ambulatório funciona na unidade de Osasco, que atende também pacientes de São Paulo, Alphaville, Barueri e região, e a direção clínica geral é do Dr. Claudio Wulkan (CRM-SP 90.579, RQE 39.944), dermatologista formado pela UNIFESP em 1997, com cerca de 30 anos de experiência, staff do Hospital Israelita Albert Einstein e mais de 20 tecnologias em operação na clínica.
Se você quer entender qual combinação faz sentido para as suas pernas, o caminho é agendar a avaliação vascular com Doppler para o tratamento de vasos e varizes nas pernas e sair da consulta com o mapa do que existe ali e o plano de sessões — chame agora pelo WhatsApp da clínica.
Referências
Referências científicas
As referências abaixo foram usadas para contextualizar a seção científica desta página, sem transformar achados de estudo em promessa de resultado individual.
- SVS/AVF/AVLS Clinical Practice Guidelines for Venous Disorders — Part I (2022)
- SVS/AVF/AVLS Clinical Practice Guidelines for Venous Disorders — Part II (2023)
- Vieira Ramos et al. — Ensaio triplo-cego polidocanol + glicose vs. glicose isolada (PG3T), EJVES 2020
- Baldaia et al. — Revisão sistemática do laser Nd:YAG 1064 nm para vasos de perna, Vascular 2024/2025
- Ianosi et al. — Estudo comparativo laser Nd:YAG vs. escleroterapia, Experimental and Therapeutic Medicine 2019
- Fonseca et al. — Combinação de espuma de polidocanol com laser Nd:YAG, JVS-Vascular Science 2024
- Bossart et al. — Revisão sistemática de hiperpigmentação após escleroterapia com polidocanol, JEADV 2023
- Heidemeyer et al. — Laser Nd:YAG Q-switched no manejo de hiperpigmentação pós-laser em vasos de perna, Cosmetics 2023
Atendimento
Atendimento em São Paulo e Osasco
Temos ambulatório especializado em cirurgia vascular, escleroterapia e laser para varizes e vasos das pernas. A avaliação é feita pela nossa equipe, com mapeamento vascular individual antes de qualquer indicação de tratamento.
WhatsApp: +55 11 96770-2768
Seg. a sex. 8h30–19h · sáb. 9h–13h.
Seg. a sex. 8h–18h · sáb. 9h–13h. Ambulatório vascular sediado nesta unidade.
A avaliação é individual e realizada por equipe médica. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta.