
Botox nos Terços da Face: Terço Superior, Médio e Inferior
Revisão científica: Dr. Claudio Wulkan — CRM-SP 90.579 · Dermatologista RQE 39944. Conheça o médico também na Clínica Wulkan.
Conteúdo revisado por médico especialista.
Atualizado em 04/07/2026.
Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre Botox nos Terços da Face: Terço Superior, Médio e Inferior
O botox nos terços da face é a forma mais precisa de planejar uma aplicação de toxina botulínica: em vez de tratar “a face” como um bloco só, o rosto é dividido em terço superior, terço médio e terço inferior, cada um com músculos e indicações próprias. Essa lógica — clássica em harmonização facial — é o que permite ao médico escolher onde, quanto e por que aplicar, evitando o efeito de “máscara congelada” e respeitando a expressividade natural de cada paciente.
Botox no terço superior da face
O terço superior — da linha do couro cabeludo até a linha das sobrancelhas — é a região mais tradicional de aplicação de botox, porque concentra os músculos que mais se repetem em expressões do dia a dia: franzir a testa, contrair a glabela e sorrir com os olhos. Repetidas ao longo dos anos, essas contrações criam as linhas dinâmicas que, com o tempo, tendem a marcar mesmo em repouso.
Testa (músculo frontal)
O músculo frontal é o responsável pelas linhas horizontais da testa, que aparecem ao levantar as sobrancelhas (surpresa, atenção). A aplicação de botox relaxa parcialmente esse músculo, suavizando as linhas sem travar totalmente a mobilidade da sobrancelha — o equilíbrio da dose aqui é o que evita o efeito “sobrancelha caída”.
Glabela (a ruga “11”)
A glabela é a região entre as sobrancelhas onde se forma a ruga vertical conhecida popularmente como “11”, causada pelos músculos corrugador e prócero. É uma das áreas mais buscadas porque a ruga glabelar costuma transmitir uma expressão de cansaço ou irritação mesmo quando a pessoa está tranquila — o botox nessa região devolve um semblante mais neutro e descansado.
Pés de galinha (região periorbital)
Os pés de galinha são as linhas que se formam no canto externo dos olhos ao sorrir, resultado da contração do músculo orbicular do olho. O botox nessa área é aplicado com cautela, em pontos superficiais e doses baixas, para preservar um sorriso natural e evitar qualquer interferência na musculatura próxima à pálpebra.
Se você já percebeu essas linhas se tornando mais marcadas mesmo com o rosto em repouso, vale conversar com um especialista: clique no botão de WhatsApp aqui ao lado e agende uma avaliação com o Dr. Wulkan para saber se o terço superior é o ponto de partida certo para o seu caso.
Botox no terço médio da face
O terço médio — da linha das sobrancelhas até a base do nariz, incluindo maçãs do rosto e nariz — é, na maioria dos casos, território do preenchimento com ácido hialurônico, não do botox: é essa região que perde volume de forma mais evidente com o tempo (achatamento malar, sulco nasogeniano), e volume se repõe, não se relaxa. Ainda assim, existem indicações pontuais de toxina botulínica no terço médio.
Sorriso gengival
O sorriso gengival — quando a gengiva superior fica muito exposta ao sorrir — pode ser tratado com pequenas doses de botox nos músculos elevadores do lábio superior, próximos à asa do nariz. A técnica reduz a tração excessiva do lábio, expondo menos gengiva no sorriso, sempre com dose calculada para não comprometer a naturalidade da expressão.
Linhas do nariz (“bunny lines”)
As linhas transversais que aparecem nas laterais do nariz ao franzir — chamadas de “bunny lines” — também respondem bem a doses baixas de toxina botulínica no músculo nasal. É um ajuste pontual, geralmente combinado ao tratamento da glabela, e não substitui uma avaliação de harmonização facial mais ampla quando o objetivo é volume ou simetria no terço médio.
Botox no terço inferior da face
O terço inferior — da base do nariz até o queixo, estendendo-se até o pescoço — é onde o botox tem o leque mais amplo de indicações funcionais e estéticas: o canto da boca, o formato do rosto, o bruxismo e até a textura do pescoço podem ser trabalhados aqui, cada um com seu músculo-alvo específico.
Depressor do ângulo da boca (efeito “sorriso triste”)
O depressor do ângulo da boca (DAO) é o músculo que puxa os cantos da boca para baixo — quando fica hiperativo ou com o tempo se torna dominante sobre os elevadores, cria a expressão de “sorriso triste” ou de boca caída, mesmo quando a pessoa não está triste nem brava. A toxina botulínica aplicada com precisão no DAO reduz essa tração para baixo e deixa os elevadores agirem com menos oposição, o que devolve um canto de boca mais neutro ou discretamente levantado. Uma revisão publicada na PubMed Central descreve justamente essa técnica de elevação do canto da boca com toxina botulínica tipo A, incluindo o estudo anatômico do ponto de aplicação para reduzir o risco de espalhamento para músculos vizinhos (referência 1, abaixo).
Masseter (afinamento do rosto e bruxismo)
O masseter é o músculo da mastigação localizado na lateral do rosto, logo à frente da orelha — quando está hipertrofiado (seja por bruxismo, seja por padrão genético), deixa o contorno do rosto mais quadrado e largo na altura da mandíbula. O botox no masseter reduz gradualmente o volume desse músculo ao longo de repetidas aplicações, afinando o terço inferior do rosto, além de aliviar dor e desgaste dentário em quem tem bruxismo noturno. Uma revisão abrangente publicada na PMC reforça que a toxina botulínica tipo A é hoje o tratamento não cirúrgico padrão para hipertrofia do masseter, com redução de volume muscular sustentada por pelo menos nove meses após doses acima de 20 UI, especialmente com aplicações repetidas (referência 2, abaixo).
Pescoço e platisma (bandas platismais e “Nefertiti lift”)
O platisma é o músculo fino e largo que cobre a lateral do pescoço, do maxilar até a clavícula — quando fica proeminente ao falar ou sorrir, forma as chamadas bandas platismais, aquelas duas “cordas” verticais visíveis no pescoço. A técnica batizada de “Nefertiti lift” aplica toxina botulínica ao longo da borda da mandíbula e dessas bandas, relaxando parcialmente o platisma: sem a tração para baixo, o efeito percebido é de um contorno de mandíbula mais definido e um pescoço com aspecto mais liso. Uma revisão publicada na PMC detalha a anatomia de aplicação no platisma tanto para tratar as bandas quanto para o efeito de lifting da linha da mandíbula, reforçando a importância do conhecimento anatômico da região para evitar efeitos indesejados como dificuldade para engolir ou fraqueza muscular (referência 3, abaixo).
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Vale lembrar que o botox nos terços da face é parte de um raciocínio maior de harmonização facial: em muitos casos, o resultado mais natural combina toxina botulínica no terço superior e inferior com preenchimento no terço médio, sempre definido em avaliação individual. Quem busca controlar a sudorese excessiva também pode se interessar pelo botox para suor e hiperidrose, outra aplicação da mesma toxina fora do rosto.
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Perguntas frequentes (FAQ)
O botox nos terços da face dói?
O desconforto costuma ser leve e rápido: a agulha usada é bem fina e cada ponto de aplicação leva poucos segundos. A maioria dos pacientes descreve a sensação como uma picada pequena, comparável à de uma injeção comum, e não costuma ser necessário nenhum tipo de anestesia — em regiões mais sensíveis, como o pescoço, pode-se usar um creme anestésico tópico antes da aplicação.
Quanto tempo dura o efeito do botox no masseter e no platisma?
O efeito costuma durar entre 4 e 6 meses, mas pode variar conforme o músculo tratado e o metabolismo de cada pessoa: no masseter, aplicações repetidas ao longo do tempo tendem a reduzir progressivamente o volume muscular, o que pode espaçar a necessidade de reaplicação; no platisma, o efeito sobre as bandas costuma seguir esse mesmo intervalo médio, sempre reavaliado em consulta.
Quando aparece o resultado e quando posso voltar às atividades normais?
O efeito começa a aparecer entre 3 e 7 dias após a aplicação, com resultado completo por volta de 15 dias — é por isso que a reavaliação costuma ser marcada dentro dessa janela. Não há necessidade de afastamento das atividades do dia a dia: a recomendação geral é evitar exercícios físicos intensos, deitar-se ou massagear a região tratada nas primeiras horas após a aplicação.
É possível aplicar botox nos três terços da face na mesma sessão?
Sim, desde que a indicação para cada região seja avaliada individualmente pelo médico: é comum, por exemplo, tratar testa, glabela e pés de galinha (terço superior) na mesma sessão em que se trabalha o masseter ou o depressor do ângulo da boca (terço inferior), respeitando a dose total recomendada e o objetivo estético de cada paciente. A decisão sobre quais terços tratar — e em que ordem — depende sempre de uma avaliação presencial.
Cada terço da face pede uma leitura diferente — e só uma avaliação presencial define o que realmente vale a pena no seu caso. Clique no botão de WhatsApp aqui ao lado e agende sua consulta com o Dr. Wulkan para descobrir qual combinação de terços faz sentido para o seu rosto.
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A avaliação é individual e realizada por médico. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta.
Referências científicas
1. Elevation of the Corner of the Mouth Using Botulinum Toxin Type A — PubMed Central (PMC), estudo anatômico e clínico sobre a aplicação de toxina botulínica no depressor do ângulo da boca.
2. The Role of Botulinum Toxin for Masseter Muscle Hypertrophy: A Comprehensive Review — PubMed Central (PMC), revisão sobre eficácia e dose da toxina botulínica na hipertrofia do masseter.
3. Anatomical Proposal for Botulinum Neurotoxin Injection Targeting the Platysma Muscle for Treating Platysmal Band and Jawline Lifting: A Review — PubMed Central (PMC), revisão anatômica sobre aplicação no platisma para bandas platismais e lifting de mandíbula.